Os "ismos" de vanguardas.
Paulismo
É uma invenção de Pessoa cujo
nome deriva do poema “Impressões do
crepúsculo”. O Paulismo é um refinamento dos processos
simbolistas, um estilo que se define pela voluntária confusão do subjetivo e
o objetivo por:
•A associação de ideias
desconexas.
•Frases nominais e exclamativas.
•Aberração da sintaxe.
•Vocabulário que expressa aborrecimento de viver (“Tão sempre a mesma, a Hora!”), o vazio da alma, um vago além (uso de maiúsculas nas palavras de mais importância).
•Perante o tédio de viver há uma ânsia de ideal e de alienação de si mesmo nos limites (“horizonte”, “portões”) do mundo de sonho criado por ele próprio.
•Frases nominais e exclamativas.
•Aberração da sintaxe.
•Vocabulário que expressa aborrecimento de viver (“Tão sempre a mesma, a Hora!”), o vazio da alma, um vago além (uso de maiúsculas nas palavras de mais importância).
•Perante o tédio de viver há uma ânsia de ideal e de alienação de si mesmo nos limites (“horizonte”, “portões”) do mundo de sonho criado por ele próprio.
O poema que inicia o Paulismo, “Impressões do
crepúsculo”, é o precedente da poesia
modernista em Portugal. O Paulismo conjuga duas tendências opostas:
•Saudosismo (Teixeira de
Pascoaes).
•Simbolismo – decadentista, que segue as tendências estéticas europeias.
•Simbolismo – decadentista, que segue as tendências estéticas europeias.
Interseccionismo
O Interseccionismo
deriva do Paulismo, supõe a adaptação deste às novas correntes
estéticas:
•Futurismo: sobreposições
dinâmicas, técnica procedente da pintura que se aplica à
poesia modernista.
•Cubismo: sobreposição dos planos dos objetos (presente e passado, real e onírico), que reflete a superposição das sensações.
•Cubismo: sobreposição dos planos dos objetos (presente e passado, real e onírico), que reflete a superposição das sensações.
O poema “Chuva oblíqua” (publicado
na revista Orpheu) é considerado o exemplo mais significativo do
Interseccionismo.
Sensacionismo
O Sensacionismo (Walt Whitman) é criado
por Pessoa e Mário de Sá-Carneiro e supõe uma arte sem regras que tenha como
base a sensação. O mesmo Pessoa explica em diversos textos em que
consiste, assim diz-nos que os três princípios da arte são:
•O da sensação: as sensações
devem ser plenamente expressas.
•O da sugestão: a expressão das sensações deve evocar o maior número possível de outras sensações.
•O da construção: o assim produzido deve parecer-se a um ser organizado.
•O da sugestão: a expressão das sensações deve evocar o maior número possível de outras sensações.
•O da construção: o assim produzido deve parecer-se a um ser organizado.
Simultaneismo
O termo Simultaneismo foi cunhado
por Robert Delaunay, embora tome o nome de Michel-Eugène
Chevreul.
•Em 1913 os futuristas dizem
serem os primeiros em introduzir nas suas obras a ideia de simultaneidade.
Deste jeito, a sua pintura quer expressar uma sensação dinâmica com
a decomposição do movimento.
•É Apollinaire quem adapta e generaliza o termo, já que o usa para designar um princípio artístico que consiste em que os elementos sem relação se justapõem de jeito arbitrário, dando lugar ao contraste entre eles.
•É Apollinaire quem adapta e generaliza o termo, já que o usa para designar um princípio artístico que consiste em que os elementos sem relação se justapõem de jeito arbitrário, dando lugar ao contraste entre eles.
A simultaneidade foi um dos conceitos
mais discutidos nos anos anteriores a I Guerra Mundial.
Futurismo
O Futurismo aparece de forma oficial em
1909 com o Manifesto Futurista de Marinetti e
as suas principais características são:
•Rejeição do passado e
do moralismo.
•Evocação dos avances tecnológicos.
•Os primeiros futuristas também exaltavam a guerra e a violência.
•Evocação dos avances tecnológicos.
•Os primeiros futuristas também exaltavam a guerra e a violência.
Em Portugal o Futurismo aparece por
primeira vez no número dois da revista Orpheu,
dirigida por Pessoa e Mário de Sá-Carneiro.
Nas odes de Álvaro de Campos (um
dos heterónimos usados por Pessoa) aprecia-se uma mistura e Futurismo e
Sensacionismo (Walt Whitman):
•“Ode triunfal”: amais de cantar aos avances da técnica também
evoca o passado (“Canto, e canto o presente, e também o passado e o futuro,
porque o presente é todo o passado e todo o futuro”).
•“Ode marítima”.
•“Ode marítima”.
Importância da revista Orpheu
A revista Orpheu conjuga
todos os movimentos literários modernos (Simbolismo,
Decadentismo, Paulismo, Simultaneismo, Futurismo, Cubismo, Expressionismo,
Sensacionismo, Interseccionismo...) elevando a Portugal à dimensão do moderno e
da Europa.

Excelente destaque! Os livros eram artigos de luxo nessa época então, as revistas e jornais literários eram a opção mais econômica para quem gostava de ler. Esses impressos tinhma a função de informar sobre as tendências dos grupos de artistas e intelectuais que nasciam nos cafés de Lisboa ou nas redondezas. A revista "Orpheu" foi essencial para Fernando Pessoa pois nela, divulgava sua obra.
ResponderExcluir