Fernando Pessoa e o Modernismo.
Modernismo, não foi apenas
produto de uma evolução estética: ele decorreu de todo um estado de espírito
formado pela cultura da época e que repercutiria em todas as artes, integrando
literatura, pintura, música arquitetura, cinema, etc.
Acompanhando as tendências de
vanguarda que nasciam pela Europa, a temática artística apresentava-se com
veias de inconformismo, de instabilidade, com o desejo de romper com o passado,
de aderir a ideias futuristas, dando maior vida – e visibilidade – ao país. A
Europa como um todo vivia um momento de efervescência cultural: a realidade
reinterpretada pelos artistas, a crítica aos costumes ultrapassados e a ânsia
em aderir e em acompanhar os avanços tecnológicos que rompiam com conceitos já
estabilizados, porém atrasados. Tanto que, na literatura, a ideia futurista foi
a mais explorada pelos escritores. O manifesto técnico da literatura futurista
pregava, assim como no modernismo brasileiro, a destruição da sintaxe, o uso de
símbolos matemáticos musicais e o menosprezo por adjetivos, advérbios e
pontuação.
Fernando
Pessoa teve o mérito de introduzir o Modernismo entre nós e fazer comungar a produção
nacional do mesmo espírito que animava, no início do século XX, a criação artística
europeia.
Fernando Antônio Nogueira
Pessoa – Fernando Pessoa – participou da primeira geração do modernismo
português e foi considerado, junto a Camões, o maior poeta de Portugal.
A obra de Fernando
Pessoa é caracterizada pela busca da despersonalização e da fragmentação do eu do poeta em múltiplas
personalidades o que possibilita a criação de um
universo literário em que sinceridade e fingimento são discutidos de maneira
rica, densa e intrigante. Para compreendê-lo é fundamental conhecer a produção
de seus heterônimos.
OK, cadê o insta?
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